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Luiz Amadeu Coutinho

Geografia de Bolso

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O Fim do GIS? ou não…

Por: Luiz Amadeu Coutinho, em 17 de fevereiro, 2010 - 6:23 pm

Como meus dois leitores sabem (), ando na reta final para entrega da dissertação e por isso o ritmo de posts está bem lento. Em breve tudo volta ao normal.

O titulo do post é mais para chamar a atenção do que assustar. Calma, o GIS como conhecemos ainda tem muito a oferecer.

Por isso, passei aqui rapidamente para indicar a leitura de dois textos , que fazem-nos pensar sobre qual será o futuro do GIS e se nós como profissionais teremos espaço e emprego, pois a cada dia vemos muitas atividades sendo feitas de forma automática.

Então, vamos direto ao assunto. Recomendo a leitura dos dois textos, clique nos títulos.

O primeiro texto foi publicado pelo Ed Parsons (um conhecido blogueiro que foi contratado pela Google).

O titulo é The creative destruction of GISe claro tem forte influência no modo de pensar da empresa e dá indicações sobre quais são seus planos a respeito do GIS  tradicional.

E o segundo é um texto "resposta" ao primeiro texto, escrito por Eric Gakstatter , que tem um pensamento independente, pois escreve para a revista GPS World. 

O título é Google Geospatial Technologist: "The End of GIS?" e nos apresenta uma visão menos apocalipca sobre o futuro do GIS.

E você concorda com qual autor? Queremos saber sua opinião.

 

4 respostas para "O Fim do GIS? ou não…"

  1. Vinícius R. T. Ferraz 18 de fevereiro de 2010 às 9:32

    Fim do GIS? É claro que não rs.. Mas há ventos de mudanças no ar. Hoje se pesquisa muito para encontrar abordagens que priorizem ao máximo a automatização de um projeto cartográfico temático, restringindo automaticamente decisões de projeto “ruins” e levando em conta os variados contextos de cada projeto. Mas as consequencias disso para o mercado de profissionais GIS podem ser um tanto previsíveis e a velha história da mecanização pode se repetir: faltam vagas operacionais, sobram vagas criativas.

  2. Eduardo Freitas 25 de fevereiro de 2010 às 17:30

    Oi Luiz

    Li os dois e ambos dizem que a parte mais “técnica” do GIS não vai acabar. O que vai mudar bastante (e eu concordo, pois já está mudando) é a forma de produção de geoinformação. Cada vez mais, os usuários passam a ser consumidores e, ao mesmo tempo, produtores de dados. O Google, por exemplo, recebe 10 mil contribuições externas por hora. Isso é muita coisa! Esforços como OpenSreetMap vão ser cada vez mais fortes na produção de geoinformação. Esse debate me lembra um artigo do Mike Goodchild, onde ele falava sobre “cidadãos como sensores”, no qual dizia que havia 6 bilhões de “sensores” passíveis de produzirem informação geográfica.
    Abs e bons estudos
    :)

  3. Luiz Amadeu Coutinho 4 de março de 2010 às 13:05

    Vininius concordo contigo quando diz que a automatização pode restringir decisões. Acho que as vagas operacionais vão a cada dia ficar mais escassas. “Fazer mapa” vai ser trabalho de robo,ciborgue…sei lá..rs A criatividade será essêncial para fazer a diferença nesse mundo de automatismos.Obrigado pelo coment

  4. Luiz Amadeu Coutinho 4 de março de 2010 às 13:08

    Eduardo

    A forma de produção está cada dia mais “popular”. Hoje li uma entrevista com o Jack Dangermond dizendo que o Voluntariado Geografico (VGI) é o futuro. Claro ele percebe, assim como a Google viu que ter pessoas produzindo informação relevante que só precisa de validação sai mais barato e economiza tempo.
    Publiquei no geoinformacaonline.com essa semana sobre o Google Fusion Tables que permite em minutos transformar dados do Excel para mapa…o que virá a seguir?

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