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Marcos José de Cavalcanti

Energia

Geoprocessamento na geração e transmissão de energia

ANGRA E ILHA GRANDE - MONITORAMENTO?

Por: Marcos José de Cavalcanti, em 04 de janeiro, 2010 - 1:31 pm

Assistimos ao desastre ocorrido no Réveillon na Ilha Grande e em Angra, os profissionais que trabalham com geotécnica sabem que os terrenos em Angra são suscetíveis a estes problemas, sabemos que foi um acidente, porem será que nossos estudos de empreendimentos contemplam tais possibilidades? Escutei a secretária de Meio Ambiente do Rio de Janeiro no Globo News dizendo que na maioria das vezes, as edificações em locais que acontecem estes problemas são de origens clandestinas, o que facilitam estes problemas, concordo em parte com ela, porem se tivéssemos um mapeamento destas áreas de risco e um monitoramento contínuo seria bem mais fácil evitarmos o ocorrido. Temos que apreender com nossos erros e mudarmos essa história para sempre. Ela mesma disse que com a formação da GEORIO após a década de 60, os monitoramentos e estudos na Cidade do Rio de Janeiro foram bem mais sistematizados, reduzindo os sinistros na cidade.

Os mapas e relatórios de Suscetibilidades a Erosões, Geomorfologia e Geologia nos estudos hidrelétricos são capazes de atender a esta demanda? , acredito que não, sou favorável ao Monitoramento, vejo as empresas do setor hidrelétrico, sem querer generalizar, interessadas em novos empreendimentos e o legado se detendo a renovação de licenças sem a sistemática de monitoramento e melhorias dos empreendimentos.

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 PARA SABER + :

GEORIO
http://obras.rio.rj.gov.br/index.cfm?arquivo_estatico=1541.htm

ALERTA RIO
http://www2.rio.rj.gov.br/georio/site/alerta/alerta.htm

2 respostas para "ANGRA E ILHA GRANDE - MONITORAMENTO?"

  1. José Carlos 4 de janeiro de 2010 às 18:34

    Não vejo como uma pousada com quse vintso anos no local, bem como outros emreendimentos de alto padrão possam passar despercebidos pelas autoridades. O que há de fato é a conivência - técnica e política.

    No tocante a estas áreas de risco, diversos professores da UFRJ já o fazem a bastante tempo.

    Infelizmente este não é um problema exclusivo do RJ, mas de toda a zona litorânea do Brasil, entre ricos e pobres. Aqueles, por capricho. Os últimos, falta de opção.

  2. Christian Vitorino 5 de janeiro de 2010 às 16:48

    Planejamento urbano e territorial - é necessário um planejamento integrado do território, com a definição de zonas ambientais que utilizem as variáveis de fragilidade do meio físico e biótico na delimitação de áreas com restrições de uso. Ainda cabe ao poder público monitorar e fiscalizar. Vejo s geotecnologias como a grande aliada ao mapeamento destas áreas e, principalmente, ao monitoramento das invasões e ocupações em encostas.

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